Dentro de cada um de nós vive uma criança.
Uma criança que sentiu intensamente tudo aquilo que aconteceu nos primeiros anos de vida.
Essa criança somos nós.
É a nossa criança interior — a parte mais pura, sensível e verdadeira do nosso ser.
Ela guarda os sorrisos espontâneos e os medos silenciosos, os abraços recebidos e as ausências sentidas.
Guarda também as palavras que ficaram por dizer… e as feridas que nunca chegaram a ser curadas.
E mesmo que o tempo tenha passado, mesmo que hoje sejamos adultos funcionais, responsáveis, fortes por fora…
essa criança continua viva dentro de nós.
O Que Acontece Quando a Nossa Criança Interior Está Ferida?
Quando a criança interior está ferida, ela manifesta-se de forma subtil, quase invisível…
mas profundamente impactante.
Ela influencia as nossas escolhas.
Os nossos relacionamentos.
A forma como nos vemos ao espelho.
A maneira como nos tratamos quando erramos.
Talvez já tenhamos sentido que precisamos de agradar para merecer amor.
Talvez carreguemos um medo constante de rejeição, mesmo quando tudo parece bem.
Talvez fiquemos em silêncio para não magoar ninguém…
mesmo quando somos nós a sangrar por dentro.
Quando algo disto ressoa em nós, não é fraqueza.
É a nossa criança interior a pedir colo.
A pedir para ser vista, ouvida, reconhecida.
E aqui surge algo importante:
a criança interior não quer ser ignorada.
Ela quer amor, presença e segurança.
A boa notícia é que a cura é possível.
Nós podemos acolhê-la.
Nós podemos libertar-nos.
7 Sinais de que a Tua Criança Interior Está Ferida
1️⃣ Medo do Abandono
Talvez sintas um medo que aparece sem aviso.
Um medo de perder quem amas.
Um medo de ficares sozinho, mesmo quando a relação está estável.
E se quando eras criança na tua casa havia conflitos, afastamentos ou instabilidade, aprendeste
Que o amor não era seguro.
Que as pessoas podiam ir embora.
Que tudo podia mudar de um momento para o outro.
Sabias que as crianças observam tudo.
Mesmo o que não é dito?
Esse medo pode não ser sobre o presente…
Pode ser uma memória antiga a tentar proteger-te.
2️⃣ Dificuldade em Dizer “Não”
Talvez sintas que dizer “não” é egoísmo.
Ou que colocar limites pode magoar o outro.
Quando, em criança, havia muitas exigências — ser forte, ser responsável, portar-se bem — aprendeste que o amor vinha com condições.
Que era preciso corresponder às expetativas.
No sistema familiar, pode ser que tenhas ocupado um lugar que não era teu.
Talvez o de apaziguador.
Talvez o de quem não dá trabalho.
E hoje, sem perceber, continuas a colocar os outros primeiro…
Mesmo quando isso te afasta de ti.
3️⃣ Procura Constante por Validação
Talvez sintas alívio quando és elogiado.
E um peso no peito quando alguém te critica.
Quando crescemos num ambiente exigente, aprendemos a medir o nosso valor através do olhar do outro.
Aprendemos que errar não era bem-vindo.
Que falhar podia trazer tensão ou desapontamento.
As crianças fazem de tudo para pertencer.
Até esquecerem quem são.
E essa procura por validação pode ser apenas um pedido antigo:
“Vê-me. Reconhece-me. Ama-me como sou.”
4️⃣ Sentimento de Nunca Ser Suficiente
Talvez, mesmo dando o teu melhor, sintas que falta sempre algo.
Como se estivesses constantemente a tentar alcançar um padrão invisível.
Quando os pais exigem muito — muitas vezes porque também carregam dores não resolvidas — a criança aprende que precisa de fazer mais para merecer amor.
Hoje, podes estar a carregar um peso que nunca foi teu.
5️⃣Medo de Errar ou de Falhar
Talvez penses demasiado antes de agir.
Talvez o perfeccionismo te acompanhe.
Se em criança errar trazia críticas, discussões ou tensão, o corpo aprendeu a ficar em alerta.
Aprendeu que falhar não era seguro.
O corpo guarda memórias.
Mesmo quando a mente já não se lembra.
E esse medo pode não ser fraqueza…
Pode ser apenas proteção.
6️⃣ Dificuldade em Expressar o que Sentes
Talvez em criança tenhas aprendido a calar.
A engolir emoções.
A não chorar, não reclamar, não incomodar.
Quando os pais estavam em conflito ou emocionalmente indisponíveis, expressar sentimentos podia parecer perigoso.
Então adaptaste-te.
Ficaste em silêncio.
Possivelmente quando eras criança sentias que não havia espaço para ti.
E aprendeste a desaparecer emocionalmente para manter o equilíbrio.
Mas aquilo que não é dito… fica guardado.
7️⃣ Relações Tóxicas ou Padrões Repetitivos
Talvez percebas que mudam as pessoas, mas a dor é parecida.
Relações onde dás muito.
Onde esperas reconhecimento.
Onde te perdes de ti.
Na verdade, sem perceber, tentamos resolver no presente aquilo que não foi resolvido no passado.
Não é falta de consciência.
É amor cego ao sistema.
Quando começamos a olhar para a nossa história com mais consciência, algo muda.
Não para culpar os pais.
Mas para devolver a cada um o que é seu.
E quando cada um ocupa o seu lugar…
a vida começa a fluir com mais leveza.
Reconhecer estes sinais
É o primeiro movimento em direcção à cura 🤍
Vou-te fazer um exercício simples para acolheres a tua Criança Interior
Fecha os olhos. Respira fundo.
Imagina a tua criança interior à tua frente.
Olha-a nos olhos.
Coloca a mão no teu coração.
E diz-lhe com carinho:
“Eu vejo-te.
Eu amo-te.
Tu és suficiente.
Estou aqui para ti.”
Este simples gesto pode iniciar uma revolução silenciosa dentro de ti.
Estás Pronto(a) para Curar a Tua Criança Interior?
Com carinho,
Teresa Novais Diogo
Terapeuta e Consteladora Familiar
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