O Perdão começa dentro de nós
Por Teresa Novais Diogo – Terapeuta Sistémica e Consteladora Familiar
Há momentos na vida em que sentimos que algo não está bem.
Não é nada de concreto.
A vida até pode parecer “normal”.
Mas há qualquer coisa que pesa.
Que trava, que cansa.
E quase nunca está fora.
Está dentro.
Escrevo-te para falar de perdão.
Mesmo que aches que isso não é para ti.
Mesmo que penses que já ultrapassaste o passado.
Mesmo que acredites que dá para viver bem sem perdoar.
Talvez dê.
Mas não dá para viver plenamente.
O perdão não é um conceito bonito nem espiritual.
É uma experiência muito prática, muito concreta.
E profundamente libertadora.
Não fomos feitos para viver em guerra
Se acreditamos que existe algo maior — chama-lhe Deus, Vida, Universo — então talvez possamos parar um pouco e perguntar:
Será que fomos feitos para viver em luta constante?
Durante muito tempo, enquanto humanidade, lutámos para sobreviver contra a natureza, contra a fome, contra o frio.
Depois aprendemos a lutar uns contra os outros.
Foi assim que chegámos até aqui.
Mas hoje, no século XXI, continuamos a viver como se estivéssemos sempre em guerra.
Só que agora a guerra é emocional.
É silenciosa, é dentro de nós.
Falamos de consciência, de evolução, de espiritualidade.
Mas continuamos agarrados a mágoas antigas, ressentimentos, raivas pequenas.
E por isso pagamos um preço.
Somos luz… e também sombra
Somos seres extraordinários.
Somos parte da vida. A vida vive em nós.
E, ao mesmo tempo, somos capazes de desejar o mal.
De fechar o coração.
De querer que o outro pague pelo que nos fez.
Isto não faz de nós más pessoas.
Faz de nós humanos.
Todos temos luz e sombra.
E é exactamente aqui, neste encontro entre as duas, que o perdão entra.
Não como moral. Não como obrigação.
Mas como escolha.
O perdão não é mental
Vejo isto todos os dias no meu trabalho terapêutico:
o perdão não acontece na cabeça.
Não é pensar “já perdoei”.
Não é dizer “isso já não me afeta”.
O perdão começa com uma decisão, sim,
mas só acontece quando o sentimos verdadeiramente.
Dentro de nós existem partes muito antigas da nossa infância.
São essas partes que guardam a dor, a rejeição, a humilhação, o abandono.
E quando ficam presas aí, nós deixamos de escolher.
Passamos a reagir. A repetir padrões. A sobreviver.
Perdoar é amolecer por dentro.
É devolver movimento ao que ficou rígido.
É permitir que a vida volte a fluir.
A dor veio antes da raiva
Antes da raiva houve dor.
Antes do ressentimento houve amor que não soubemos sentir.
Todos fomos amados.
Se não fôssemos, não estaríamos aqui.
O que faltou não foi amor.
Foi reconhecimento.
Quando isso falta, a criança protege-se.
Fecha-se. Cria defesas.
Perdoar não é desculpar comportamentos nem dizer que esteve tudo bem.
É soltar o amor antigo — imperfeito, limitado, confuso —
para abrir espaço a um amor novo.
Soltar é recuperar o poder de escolher
Enquanto seguramos, não conseguimos receber.
O perdão é soltar.
Soltar o amor que veio com dor.
Soltar a necessidade de ser amado de fora.
Soltar a espera de reconhecimento do outro.
E quando soltamos, voltamos a escolher.
De forma consciente. Livre.
O perdão acontece aos poucos
Perdoar não é um momento mágico.
É um caminho.
Vamos perdoando aos bocadinhos.
Camada a camada.
Hoje soltas um pouco.
Amanhã outro fio.
Depois mais um.
E cada coisa que soltas abre possibilidades novas.
A vida não muda de repente.
Ela amplia-se.
Começas a ver caminhos onde antes só havia muros.
Começasa ter consciência das tuas escolhas onde antes havia repetição.
Onde algo não flui, há algo por perdoar
Quando uma área da tua vida não anda —
dinheiro, amor, profissão, saúde, relações —
não te critiques.
Olha com presença.
A falta aponta quase sempre para uma dor antiga.
Um pensamento repetido.
Uma história da tua infância em que a dor ainda está viva.
Segue esse pensamento para trás. Até à origem.
E aí… solta.
Perdoar não é esquecer.
É conseguir contar a história sem dor.
O perdão é inteligência emocional
Guardar mágoa não castiga o outro.
Castiga-nos a nós.
O perdão não é fraqueza.
É clareza. É maturidade. É amor próprio.
É escolher vida. É escolher paz.
É escolher seguir em frente mais leve.
Um convite simples
Só por hoje, solta um pouco.
Um pensamento mais leve.
Uma música que te faça bem.
Um gesto simples de carinho.
Uma respiração mais consciente.
Pouco a pouco.
Todos os dias.
É assim que mudamos a nossa vida.
E, sem dar por isso, mudamos o mundo.
De dentro para fora.
*Inspirado no Livro de Heloísa Capelas – Perdão, a revolução que falta
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Se sentes que a tua vida até funciona,
mas não flui como podia…
se há padrões que se repetem, relações que pesam, emoções que não passam…
talvez esteja na hora de olhares para o perdão de uma forma diferente.
Não como obrigação.
Mas como libertação.
Se queres compreender o que ainda precisa de ser perdoado na tua vida e dar esse passo com apoio, marca uma sessão comigo.
Juntos, vamos olhar com respeito para a tua história e abrir espaço para algo novo.
Com amor,
Teresa Novais Diogo
Terapeuta Sistémica e Consteladora Familiar 🤍
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